O Ricochet, anticheat do Call of Duty e do Warzone, funciona em camadas: detecção técnica de programas que mexem no jogo, análise de comportamento ao longo das partidas, exigência de segurança no PC (TPM 2.0 e Secure Boot), verificação em duas etapas nas contas, banimento de hardware e processos judiciais contra quem vende cheat. Quem é pego trapaceando pode perder a conta e também ter o computador ou console bloqueado. Só no mês passado, segundo a Activision, foram mais de 70 mil novos banimentos de hardware.
Os números vêm de um post que a equipe do Ricochet publicou em 18 de setembro, mostrando que o problema vai muito além do jogador que baixa um aimbot. Existe uma indústria inteira por trás, e é contra ela que a maior parte da estratégia foi montada.
Quanto dinheiro gira o mercado de cheats?
Segundo uma análise da plataforma Intorqa citada pela Activision, assinaturas de cheat em 15 jogos movimentam cerca de 3,5 bilhões de dólares por ano. Somando serviços ligados, como venda de contas, boosting e spoofers (programas que escondem a identidade do hardware), a estimativa sobe pra cerca de 8,5 bilhões de dólares por ano.




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O mercado funciona em pirâmide: desenvolvedores de cheat no topo, escondidos atrás de intermediários; vendedores principais no meio; e várias camadas de revendedores embaixo. Muitos cheats “diferentes” são o mesmo produto com outro nome e outra loja.
| Ação do Ricochet | Número divulgado |
|---|---|
| Operações de revenda desmontadas | Mais de 375 |
| Notificações extrajudiciais enviadas | Mais de 80 |
| Vendedores principais de cheat derrubados | 31 |
| Novos banimentos de hardware no último mês | Mais de 70 mil |
Como o anticheat do Call of Duty detecta trapaça?
A Activision divide o mercado de trapaça em três pilares, e o Ricochet ataca cada um:
1. Cheats
Aimbot, wallhack, “rage cheats”, ferramentas de desbloqueio, hardware de cheat baseado em DMA e dispositivos externos que manipulam a entrada do controle, como Cronus, XIM e Titan. Aqui entram duas frentes: detecção técnica de software não autorizado interagindo com o jogo e sistemas de comportamento que analisam as partidas ao longo do tempo em busca de padrões de mira automatizada.
2. Contas
Quem é banido precisa de conta nova, e isso alimenta um mercado de contas roubadas, contas “envelhecidas” e contas prontas pro ranqueado. A exigência de verificação em duas etapas reduz a oferta de contas descartáveis e protege o jogador comum de ter a conta invadida. O guia de como vincular e proteger sua conta da Activision mostra como ativar essa proteção.
3. Evasão
Spoofers e ferramentas pra voltar ao jogo depois de um banimento. Contra isso, o Ricochet usa TPM 2.0, Secure Boot e atestação remota (inclusive a da Microsoft Azure) pra verificar a integridade do PC antes da partida, além do banimento de hardware. É por isso que o Warzone e Modern Warfare 4 exigem TPM 2.0 no PC, como detalhamos nos requisitos de PC do Warzone.
Cronus e XIM dão banimento?
Sim. A Activision lista Cronus, XIM e Titan entre as ferramentas de trapaça que o Ricochet combate, junto com aimbots e wallhacks. Esses aparelhos ficam entre o controle e o console e manipulam a entrada, por exemplo, anulando o recuo das armas. Muita gente acha que por ser “hardware” é invisível ao anticheat. Não é, e o risco inclui banimento da conta.
O que acontece com quem compra cheat?
Além do risco de banimento, a própria Activision alerta pra um custo que o jogador não vê: muitos vendedores exigem que o comprador desative proteções de segurança do PC e coletam dados como IP, conta do Discord, informações de hardware, e-mail, dados de pagamento e, em alguns casos, até foto de documento. Há também cheats com malware embutido e golpes em que o vendedor some depois de receber.
O custo também é alto. Assinaturas de cheat custam em média 40 dólares por mês e passam de 100 nas mais caras. Somando spoofer e contas novas, um trapaceiro pode gastar mais de mil dólares por ano, e perde tudo a cada banimento.
Fui punido sem trapacear. O que fazer?
- Confira o status da conta no site de suporte da Activision, logado com a conta afetada. É lá que aparece se há alguma punição e de que tipo.
- Abra um recurso pelo próprio site de suporte, escolhendo o jogo e explicando o caso. Não existe prazo garantido de resposta.
- Revise o que roda no PC: programas de macro, overlays e ferramentas que interagem com o jogo podem gerar problema. Na dúvida, feche tudo que não for essencial antes de jogar.
- Proteja a conta: se alguém invadiu e usou cheat na sua conta, troque a senha, ative a verificação em duas etapas e informe isso no recurso.
Jogadores também relatam casos de conta “em análise”, com partidas demorando a achar lobby enquanto o sistema investiga. Não há uma explicação oficial detalhada desse processo, então a recomendação é a mesma: conferir o status da conta e acionar o suporte se a situação não se resolver.
E se o seu problema for desempenho, não trapaça, o caminho é outro: veja erros do Warzone e como resolver. Quer melhorar de verdade? A resposta está no treino, não no atalho: como melhorar a mira no Warzone.
Perguntas frequentes
O que é o Ricochet, o anticheat do Call of Duty?
É o sistema anticheat da Activision usado em Call of Duty e no Warzone. Ele combina detecção técnica, análise de comportamento, exigências de segurança no PC, proteção de conta, banimento de hardware e ações judiciais.
Cronus Zen dá ban no Warzone?
Sim. A Activision cita Cronus, XIM e Titan como ferramentas de trapaça combatidas pelo Ricochet.
O que é banimento de hardware?
É o bloqueio do próprio computador ou console, e não só da conta. Serve pra impedir que o trapaceiro volte com uma conta nova. A Activision diz ter aplicado mais de 70 mil só no último mês.
Por que o Warzone exige TPM 2.0?
Porque o TPM 2.0, junto com o Secure Boot e a atestação remota, ajuda o Ricochet a verificar se o PC não foi adulterado antes da partida começar.
Dá pra recorrer de um banimento?
Sim, pelo site de suporte da Activision, logado com a conta afetada. Não há prazo garantido de resposta.
De onde vem essa informação
Os números, os três pilares e as ferramentas citadas vêm do post oficial da equipe do Ricochet The Cheating Ecosystem is a Multi-billion-dollar-market, de 18 de setembro de 2026, que cita a estimativa da Intorqa. As recomendações de segurança de conta vêm do suporte oficial da Activision.


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